{"id":902,"date":"2024-01-11T15:59:19","date_gmt":"2024-01-11T18:59:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindiapi.com.br\/2021\/?p=902"},"modified":"2024-02-01T17:21:05","modified_gmt":"2024-02-01T20:21:05","slug":"saude-do-idoso-saiba-a-importancia-dos-cuidados-e-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindiapi.com.br\/2021\/?p=902","title":{"rendered":"Sa\u00fade do idoso: saiba a import\u00e2ncia dos cuidados e desafios"},"content":{"rendered":"\n<p>Os dados sobre a&nbsp;<strong>popula\u00e7\u00e3o idosa no Brasil<\/strong>&nbsp;s\u00e3o indicativos de que as redes hospitalares precisar\u00e3o focar ainda mais a assist\u00eancia m\u00e9dica a esse p\u00fablico. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), divulgada em 2018, o Brasil tem cerca de 28 milh\u00f5es de idosos, o equivalente a 13,5% da popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<strong>Para 2042<\/strong>, a proje\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de pessoas&nbsp;<strong>acima de 60 anos<\/strong>&nbsp;\u00e9 de&nbsp;<strong>57 milh\u00f5es<\/strong>, o que corresponder\u00e1 a&nbsp;<strong>24,5% dos 232,5 milh\u00f5es de habitantes estimados no pa\u00eds<\/strong>, seguindo a tend\u00eancia mundial de envelhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o envelhecimento, naturalmente o corpo humano pode ficar mais suscet\u00edvel a limita\u00e7\u00f5es, tanto para atividades f\u00edsicas, quanto para a\u00e7\u00f5es que requerem&nbsp;o uso da mem\u00f3ria e fun\u00e7\u00f5es cognitivas no geral. Por conta do aumento na popula\u00e7\u00e3o de idosos, hospitais e redes de atendimento precisam buscar constantemente a adequa\u00e7\u00e3o a esse grupo de pacientes. Esse aprimoramento \u00e9 importante para resultar na diminui\u00e7\u00e3o de fatores de risco \u00e0 sa\u00fade do idoso hospitalizado, como&nbsp;<em>delirium<\/em>&nbsp;(quadro de altera\u00e7\u00e3o na consci\u00eancia), desnutri\u00e7\u00e3o e queda.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensando em aperfei\u00e7oar as pr\u00e1ticas de aten\u00e7\u00e3o ao idoso, o Hospital do Cora\u00e7\u00e3o \u2013 HCor desenvolveu um modelo bem-sucedido de cuidado do paciente na terceira idade. A institui\u00e7\u00e3o classifica todos os pacientes acima dos 60 anos de acordo com seu grau de fragilidade por meio de um question\u00e1rio. Aqueles considerados mais fr\u00e1geis s\u00e3o direcionados para um programa liderado por uma profissional geront\u00f3loga e ap\u00f3s uma avalia\u00e7\u00e3o multidimensional que identifica riscos e vulnerabilidades, um plano terap\u00eautico e individual \u00e9 desenvolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse modelo utilizado no HCor apresentou resultados promissores, com impacto em indicadores de desfecho cl\u00ednico. Agora, ele est\u00e1 sendo levado como piloto a cinco hospitais p\u00fablicos em parceria com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade atrav\u00e9s do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS)\u201d, conta Daniel Apolin\u00e1rio, geriatra e coordenador m\u00e9dico dos Programas de Aten\u00e7\u00e3o ao Idoso da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O engajamento do paciente tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para que o modelo de cuidado seja bem-sucedido, considerando que suas opini\u00f5es e apontamentos sobre aquilo que ser\u00e1 feito s\u00e3o favor\u00e1veis no tratamento. Manter o idoso engajado \u00e9 mant\u00ea-lo ativo e motivado a alcan\u00e7ar sua pr\u00f3pria melhora, al\u00e9m disso, o engajamento deixa-o impactado positivamente na quest\u00e3o cognitiva, podendo evitar poss\u00edveis problemas relacionados a sa\u00fade mental. Ao construir uma rela\u00e7\u00e3o paciente\/hospital de maneira transparente e correta, aumentam as chances de promover uma maior independ\u00eancia e autonomia para o idoso no tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o hospital e o paciente n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos que podem contribuir para a recupera\u00e7\u00e3o da sa\u00fade do idoso.&nbsp;\u00c9 essencial a valoriza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o dos familiares nas a\u00e7\u00f5es de tratamento e tomadas de decis\u00e3o. Al\u00e9m de ajudar na rapidez da alta do paciente, a fam\u00edlia colabora na efic\u00e1cia dos processos de cuidados, uma vez que as pessoas pr\u00f3ximas ao idoso compreendem seu contexto social, quais s\u00e3o suas necessidades e desejos, proporcionam seguran\u00e7a a ele, al\u00e9m de poderem auxiliar tamb\u00e9m com informa\u00e7\u00f5es relevantes para o corpo cl\u00ednico. A continuidade do tratamento na resid\u00eancia do usu\u00e1rio \u00e9 outro ponto importante que os familiares participam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desafios encarados pela equipe m\u00e9dica nos cuidados ao idoso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com estat\u00edsticas do Manual de Gerenciamento e Assist\u00eancia ao Idoso da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Hospitais Privados \u2013 Anahp, entre os idosos hospitalizados por condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica aguda, 15 a 30% se encaixam nos crit\u00e9rios para o quadro de&nbsp;<em>delirium<\/em>&nbsp;no momento em que chegam ao hospital. Outro dado relacionado a esse problema informa que 20 a 40% do total de idosos hospitalizados, desenvolveram&nbsp;<em>delirium<\/em>&nbsp;em algum momento durante a hospitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o frequentemente encontrada pelo corpo cl\u00ednico no cuidado com o idoso \u00e9 a imobilidade.&nbsp;Estudos com instrumentos que medem a acelera\u00e7\u00e3o no ato de andar desses pacientes demonstraram que, durante a hospitaliza\u00e7\u00e3o, o paciente idoso passa em m\u00e9dia 70-80% do tempo deitado na cama e apenas 3-5% do tempo em p\u00e9 ou caminhando. A imobilidade promove uma r\u00e1pida perda de massa muscular entre os idosos. E esse fen\u00f4meno gera um ciclo vicioso, pois a perda de massa muscular causa redu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a, piora a estabilidade postural e gera deteriora\u00e7\u00e3o da marcha, fazendo com que o indiv\u00edduo tenha uma dificuldade cada vez maior de manter-se ativo e assim reduza a sua mobilidade progressivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda tamb\u00e9m \u00e9 um desafio a ser encarado pelas equipes m\u00e9dicas que tratam de pacientes na terceira idade. Entre os idosos fr\u00e1geis, 30 a 50% das quedas determinam algum tipo de les\u00e3o. Em 5 a 10% dos casos a queda determina algum dano grave como fratura osteopor\u00f3tica ou traumatismo cranioencef\u00e1lico. Al\u00e9m das les\u00f5es, quedas recorrentes podem resultar em medo de andar e restri\u00e7\u00e3o cada vez maior da mobilidade, segundo o manual da Anahp.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dicas para preven\u00e7\u00e3o de quedas de idosos hospitalizados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Busca por orienta\u00e7\u00f5es sobre preven\u00e7\u00e3o a quedas com profissionais da institui\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Prefer\u00eancia pelo uso de sapatos seguros, com solados antiderrapantes;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Utiliza\u00e7\u00e3o de roupas com comprimento acima do tornozelo;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Orientar a solicita\u00e7\u00e3o de ajuda da enfermagem para locomo\u00e7\u00e3o no quarto ou uso do banheiro;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Quando poss\u00edvel, sempre manter um acompanhante no quarto;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Deixar a campainha, mesa auxiliar e telefone ao alcance do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Import\u00e2ncia da atividade f\u00edsica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O aumento da popula\u00e7\u00e3o idosa refor\u00e7a a import\u00e2ncia da atividade f\u00edsica para longevidade, com qualidade de vida. Realizar exerc\u00edcios f\u00edsicos favorece n\u00e3o s\u00f3 a oxigena\u00e7\u00e3o e o fluxo sangu\u00edneo no c\u00e9rebro, pode, tamb\u00e9m, ativar os reflexos e contribui para prevenir doen\u00e7as que interferem na parte cerebral e afetam a mem\u00f3ria, como hipertens\u00e3o e diabetes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os exerc\u00edcios f\u00edsicos s\u00e3o essenciais para proporcionar um envelhecimento saud\u00e1vel. \u201cPraticar atividades f\u00edsicas \u00e9 uma excelente maneira de beneficiar as habilidades cognitivas e ajudar os idosos a manterem-se l\u00facidos, ativos e menos suscet\u00edveis a quedas provocadas pela perda natural de mobilidade\u201d, afirma Mauro Atra, neurologista do Hospital do Cora\u00e7\u00e3o \u2013 HCor.<\/p>\n\n\n\n<p>Em prol do envelhecimento saud\u00e1vel, Atra indica algumas pr\u00e1ticas aos idosos, como fazer caminhada, andar de bicicleta, realizar muscula\u00e7\u00e3o, nata\u00e7\u00e3o, hidrogin\u00e1stica, pilates e yoga. Essas pr\u00e1ticas podem auxiliar o sistema circulat\u00f3rio, fortalecer os m\u00fasculos, melhorar a capacidade pulmonar e o condicionamento cardiorrespirat\u00f3rio, controlar a press\u00e3o arterial, reduzir dores, al\u00e9m de trazer um equil\u00edbrio para a sa\u00fade mental. Mas lembre-se, nunca deixe de consultar seu m\u00e9dico antes de estabelecer uma rotina de exerc\u00edcios f\u00edsicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte Delboni<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dados sobre a&nbsp;popula\u00e7\u00e3o idosa no Brasil&nbsp;s\u00e3o indicativos de que as redes hospitalares precisar\u00e3o focar ainda mais a assist\u00eancia m\u00e9dica a esse p\u00fablico. 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