{"id":1096,"date":"2024-02-01T17:19:46","date_gmt":"2024-02-01T20:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindiapi.com.br\/2021\/?p=1096"},"modified":"2024-02-01T17:19:47","modified_gmt":"2024-02-01T20:19:47","slug":"dengue-e-preciso-ter-cuidados-redobrados-com-criancas-e-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindiapi.com.br\/2021\/?p=1096","title":{"rendered":"Dengue: \u00e9 preciso ter cuidados redobrados com crian\u00e7as e idosos"},"content":{"rendered":"\n<p>Grupos mais vulner\u00e1veis precisam de cuidados refor\u00e7ados com hidrata\u00e7\u00e3o e afastamento de focos do mosquito para escapar da doen\u00e7a. Agentes de sa\u00fade percorrem v\u00e1rias regi\u00f5es do DF em busca de eliminar criadouros<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas que t\u00eam maior dificuldade de se manterem hidratadas espontaneamente s\u00e3o as mais vulner\u00e1veis para contrair a dengue, segundo o infectologista Andr\u00e9 Bon, do Hospital Bras\u00edlia. \u00c9 o caso das crian\u00e7as e dos idosos, grupos que\u00a0precisam de mais aten\u00e7\u00e3o e cuidados refor\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o \u00faltimo boletim epidemiol\u00f3gico divulgado pela Secretaria de Sa\u00fade do Distrito Federal (SES-DF), o grupo com maior incid\u00eancia de casos prov\u00e1veis de dengue, em residentes no DF, est\u00e1 na faixa et\u00e1ria de 70 a 79 anos com incid\u00eancia de 605,1 casos por 100 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Das seis mortes confirmadas\u00a0no DF em 2024, pelo menos uma v\u00edtima\u00a0tinha entre 5 e 9 anos. Durante todo o ano de 2023, foram registrados 3.376 casos prov\u00e1veis entre crian\u00e7as de 0 a 14 anos, enquanto em janeiro de 2024 j\u00e1 foram registrados 3.169 casos suspeitos na mesma faixa et\u00e1ria. Entre 1\u00ba e 27 de janeiro, foram registrados 29.500 casos prov\u00e1veis.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Clara de Souza, 14 anos, esteve, nesta ter\u00e7a-feira (30\/1), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho com a m\u00e3e, a professora Diana de Souza, 44. Era a segunda vez que iam \u00e0 UPA. A primeira vez foi no \u00faltimo s\u00e1bado, quando Maria Clara fez o teste e constatou estar com dengue. M\u00e3e e filha s\u00e3o moradoras de Planaltina, mas n\u00e3o conseguiram atendimento nas unidades de sa\u00fade do local e foram at\u00e9 a regi\u00e3o vizinha.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ela estava com os olhos muito vermelhos, dores no corpo e na cabe\u00e7a, febre de 40 graus, coceira e manchas na pele. Fizemos o teste no s\u00e1bado e deu positivo. O m\u00e9dico prescreveu hidrata\u00e7\u00e3o com soro fisiol\u00f3gico em casa e dipirona. Estamos voltando agora para refazer o teste e ver se j\u00e1 melhorou a quest\u00e3o das plaquetas&#8221;, relatou Diana.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo\u00a0o infectologista Andr\u00e9 Bon, a principal causa do agravamento da dengue \u00e9 a perda do l\u00edquido dos vasos para dentro do pr\u00f3prio corpo. &#8220;\u00c9 preciso estar atento aos sinais. O tempo de sintomas varia de pessoa para pessoa. Em geral, a dengue dura em torno de sete dias, mas algumas pessoas podem ter uma prostra\u00e7\u00e3o um pouco mais prolongada&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0nomenclatura &#8220;dengue grave&#8221; \u00e9 mais correta do que &#8220;dengue hemorr\u00e1gica&#8221;, segundo o m\u00e9dico, porque\u00a0pode evoluir para \u00f3bito, mas n\u00e3o s\u00e3o todos os casos que evoluem. &#8220;Quem j\u00e1 teve dengue uma vez, tem maior chance de ter dengue grave se pegar de novo&#8221;, afirmou o especialista. &#8220;Quem tem pela primeira vez, adquire imunidade para o subtipo de dengue que teve naquele epis\u00f3dio e prote\u00e7\u00e3o para qualquer tipo de dengue nos dois anos subsequentes. Depois desse per\u00edodo de dois anos, a pessoa passa a ser suscet\u00edvel aos tipos\u00a0da doen\u00e7a que ainda n\u00e3o teve&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>O infectologista destacou os sintomas que sinalizam que a&nbsp;dengue est\u00e1 evoluindo para a forma grave. &#8220;Os sinais de alarme s\u00e3o dor abdominal intensa, v\u00f4mitos persistentes, sangramentos de mucosa, sonol\u00eancia excessiva, agita\u00e7\u00e3o, tontura ao se levantar e hipotermia&#8221;, elencou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vigil\u00e2ncia<\/h3>\n\n\n\n<p>O\u00a0<strong>Correio<\/strong>\u00a0acompanhou, nesta ter\u00e7a-feira (30\/1), a equipe de agentes de vigil\u00e2ncia ambiental em sa\u00fade do Guar\u00e1, que percorreu as resid\u00eancias em busca de focos do mosquito\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em>. A equipe dessa regi\u00e3o administrativa tem 14 agentes e cada um tem visitado cerca de 20 im\u00f3veis por dia, em turnos que v\u00e3o das 8h \u00e0s 17h, de segunda a sexta.<\/p>\n\n\n\n<p>A chefe do n\u00facleo de vigil\u00e2ncia ambiental do Guar\u00e1, Herica Cristina Marques, explica que, al\u00e9m da inspe\u00e7\u00e3o, os agentes tamb\u00e9m passam orienta\u00e7\u00f5es aos moradores. &#8220;Se necess\u00e1rio, \u00e9 feito um tratamento com larvicida. Quem tem prato de planta, por exemplo, tem que limpar pelo menos duas vezes por semana por conta dos ovos da f\u00eamea, que sobrevivem mais de um ano no seco. Elas colocam os ovos nas bordas dos recipientes com \u00e1gua limpa. N\u00e3o adianta s\u00f3 tirar a \u00e1gua, \u00e9 preciso pegar a bucha e retirar esses ovos da \u00e1rea&#8221;, descreveu.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 importante eliminar o foco dentro das casas. N\u00e3o adianta passar com o fumac\u00ea e n\u00e3o tirar os focos do mosquito das casas. A gente tem encontrado muito foco nas resid\u00eancias. N\u00f3s fazemos o nosso trabalho, mas precisamos que a popula\u00e7\u00e3o colabore e fa\u00e7a sua parte. Os agentes t\u00eam percebido muita calha suja, caixa d\u00b4agua com foco. N\u00e3o adianta limpar a casa e n\u00e3o olhar em cima&#8221;, alegou Herica.<\/p>\n\n\n\n<p>O aposentado Edson Carneiro Cunha, 85, mora sozinho em uma casa no Guar\u00e1 e recebeu, nesta ter\u00e7a-feira (30\/1), os agentes. Recentemente, ele havia colocado um toldo em frente \u00e0s grades que separam a resid\u00eancia dele da casa vizinha onde, segundo o aposentado, h\u00e1 muitos criadouros do mosquito da dengue. &#8220;Cuido da minha casa e mantenho tudo limpo, mas a casa dos vizinhos tem muita planta e muita \u00e1gua parada&#8221;, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os agentes tamb\u00e9m inspecionaram a casa da aposentada Zumira Rodrigues, 71, que mora com o filho e o neto. &#8220;Tenho uma amiga que est\u00e1 mal de dengue. Aqui em casa, todo dia eu olho calhas, pneus, vasos de plantas&#8221;, garantiu.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vacina<\/h3>\n\n\n\n<p>A imuniza\u00e7\u00e3o come\u00e7a em fevereiro na rede p\u00fablica de sa\u00fade do Distrito Federal e a primeira parcela da popula\u00e7\u00e3o a ser vacinada ser\u00e3o as crian\u00e7as e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa et\u00e1ria que concentra maior n\u00famero de hospitaliza\u00e7\u00e3o por dengue.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Lucilene Flor\u00eancio, h\u00e1 194 mil crian\u00e7as e jovens dessa faixa et\u00e1ria no DF. Depois das crian\u00e7as, os idosos acima de 60 anos s\u00e3o o grupo com maior n\u00famero de hospitaliza\u00e7\u00e3o por dengue, no entanto, para esses, a vacina n\u00e3o foi autorizada pela Anvisa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupos mais vulner\u00e1veis precisam de cuidados refor\u00e7ados com hidrata\u00e7\u00e3o e afastamento de focos do mosquito para escapar da doen\u00e7a. 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